quarta-feira, 12 de novembro de 2008

15ª Viagem Missionária - Gararu-SE - 09.11.08

Gararu, cidade pastoreada pelo Pr. João Carlos, foi a escolhida pelo Senhor para que no dia 09.11.2008 o Grupo de Missões ÉChegadaHora visitasse. Após algumas dificuldades concretizou-se a viagem.
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Gararu é uma cidade que fica no alto sertão sergipano, onde o evangelho estava encontrando dificulades para entrar. Prova disto era a quantidade de crentes que havia neste município, menos de 1% da população local. Porém, neste dia o Senhor Deus iniciou uma transformação naquela cidade.
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Conseguimos alcançar toda a cidade, ou seja, Gararu (excetuando-se os povoados) foi completamente evangelizada para a glória do Senhor. No período da manhã e início da tarde, evangelizamos nas ruas, becos e atalhos, como também nas casas. No meio da tarde, fizemos algumas visitas específicas, sendo uma delas à Delegacia local. E foi exatamente neste recinto onde o Senhor salvou 7 detentos. Após a ministração da Palavra e de alguns Testemunhos, todos os prisioneiros decidiram-se por Cristo, arrependendo-se e aceitando-O como único e suficiente Salvador.
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No final da tarde e à noite, respectivamente, realizamos cultos na praça principal de Gararu, a Praça da Orla. Foi algo tremendo aqueles cultos. A aparelhagem de som estava numa qualidade inigualável, seu som alcançando TODA a cidade. Meio tímidos os habitantes locais foram-se achegando e duma forma ou de outra participando do culto.
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Encerramos, assim, agradecendo ao Senhor por esta bênção que Ele nos concedeu e pelas almas que se converteram, pois certamente esta viagem ficou tanto para a história de Gararu, como para a história do nosso grupo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Orar ao Espírito Santo é Bíblico?

"É lícito orar ao Espírito Santo?"
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O maior exemplo de como se deve orar está no ensino de Jesus a respeito desse im­portante ministério (Mt 6.7-15), onde está implícito que a oração deve ser feita ao Pai, a quem pertence o reino, o poder e a glória: "E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus", Ne 4.9; "Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor", Is 38.2; "orai pelos que vos perseguem", Mt 5.44. Até mesmo Je­sus dirigiu ao Pai as suas orações: Mt 26.33,42; Lc 22.42; Jo 17.1.
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Todavia, a oração, embora feita ao Pai, deve ser em nome de Jesus: "Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei", Jo 14.14; "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles", Mt 18.20. Escritores eruditos concordam em que a oração deve ser feita a Deus Pai, em nome de Jesus.
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Para que se tenha certeza de que se está orando a Deus é necessário uma experiên­cia de suã proximidade, de sua atenção para com o que lhe pedimos. Há possibili­dade de estarmos orando sobre um assunto e pensando noutro. Nessa oração não há poder. Somente quando nos colocamos face a face com Deus, sentimos a virtude da sua presença.
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Orar direto e especificamente ao Espí­rito Santo não tem princípio bíblico, pois o Espírito Santo não toma para si a glória do que recebemos por meio de oração. Ele não fala de si mesmo, antes glorifica a Jesus: Jo 16.14. Logicamente, uma oração dirigi­da ao Espírito Santo não se justifica. Ve­mos, contudo, que nem sempre sabemos pedir o que nos convém e nem temos con­dições de chegar à presença de Deus. Neste sentido, é lícito esperarmos numa atuação voluntária do Espírito Santo a nosso favor: "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza, porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis", Rm 8.26. Essa intercessão pode nos comunicar uma intensidade de oração que nos tornará agradáveis a Deus e capazes de alcançar a sua resposta.
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ALMEIDA, de Abraão et al. A Bíblia Responde. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1983.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

14ª Viagem Missionária - Itaporanga (SE) - 28.09.08

Viajamos para o município de Itaporanga, pastoreado pelo Pr. Ermenegildo, onde, para a glória do nome do Senhor, evangelizamos 3 povoados num dia só.


Pela manhã evangelizamos o povoado Sapé , onde o Senhor começou a operar coisas gloriosas naqueles que recebiam a Sua Palavra, porém tiveram, como sempre, aqueles que rejeitam o evangelho do Senhor. Contemplamos várias curas neste período matutino.


À tarde dividiram-se os irmãos em dois grupos, cada um evangelizou um povoados distintos e logo após o evangelismo foi feito o culto num dos povoados. Naquele culto o som alcançou um número bom de pessoas que estavam nas portas das suas casas e até mesmo dentro de suas residências. Uma parte da igreja local contribuiu conosco durante o culto ao ar livre. Já pela tarde uma adolescente e uma criança converteram-se ao Senhor.


No culto da noite mais uma vez o Senhor abençoou. A cada oportunidade, palavra e louvor o Senhor ia envolvendo aquele lugar. Encerrando da mesma forma que pela tarde, ou seja, com salvação de vidas. Quatro pessoas se decidiram por Cristo naquela noite e o nome do Senhor glorificado. Após o culto um casal entregou-se a Jesus, após o Senhor ter curado a senhora que tinha uma paralisia em todo o lado esquerdo do corpo, assim finalizando realmente aquela viagem.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

13ª Viagem Missionária - Macambira (SE) - 24.08.08

Em virtude de motivos técnicos e organizacionais deixamos de postar as fotos desde a 12ª Viagem Missionária que ocorreu em 24 de Maio. Contudo, retornamos com todo ânimo para darmos continuidade à exposição das fotos e comentários sobre as viagens como dantes. Sendo que também ocorreram outros imprevistos, impedindo-nos de efetuarmos as viagens nos meses de junho e julho.

Graças ao Eterno Deus, que subsiste pelos séculos dos séculos, realizamos a nossa 13ª Viagem Missionária nos mês de agosto no dia 24 na cidade de Macambira, liderada pelo Pr. Marcos Paulo. Tivemos o privilégio de pela segunda vez retornarmos a esta cidade, que desta vez ficou mais que abençoada pelo que o Senhor operou.

Tivemos como novo integrante do Grupo de Missões ÉChegadaHora o nosso irmão Carlos, irmão biológico dos nossos também irmãos Cleiton e Cléber, que deu-nos esta honra de somar conosco na equipe.

Para a honra e glória do Senhor, a obra mais uma vez foi realizada no poder e autoridade do Espírito Santo de Deus, pudemos contemplar curas e tamanhas recepções para o evangelho do Senhor Jesus. Evangelizamos pela manhã na própria cidade e pela tarde, fomos a um povoado adjacente, onde fizemos o culto. Houve alguns problemas elétricos, impossibilitando-nos de utilizar o material como som e microfone, porém nada pôde impedir a unção de Deus que pairou naquele lugar.

No início alguns irmãos ficaram meio preocupados, entretanto no decorrer do culto o próprio Deus, mostrou que não estava incomodado com as intempéries, pois derramou uma chuva de graça sobre as nossas vidas durante os hinos e a pregação da Palavra.


Já à noite, realizamos o culto na igreja local de Macambira. Mais uma vez o Senhor se fez presente em nosso meio, trazendo, através do irmão Cleiton (coordenador do grupo), uma palavra de transformação e despertamento. Infelizmente não houve salvação, porém estamos conscientes que o evangelho foi anunciado da forma devida e por isso estamos alegres.

Após o culto, antes de retornarmos à Aracaju, visitamos a nova igreja local que está sendo construída e assim fizemos uma oração rogando ao Senhor que completasse aquela grande obra, para a honra e louvor do nome do Senhor.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Refutando a Seita Adventista do 7° Dia

I. O SÁBADO OU O DOMINGO?
É possível alguém cumprir a Lei sem guardar o sábado? A resposta a esta pergunta é dada quando estudamos a vida e o mi­nistério terreno de nosso Senhor Jesus Cristo.
O Novo Testamento ratifica o que está escrito no Antigo Tes­tamento, que, ninguém jamais foi capaz de cumprir a lei na sua plenitude. A necessidade da encarnação de Cristo se constitui numa das mais evidentes provas da incapacidade do homem em cumprir a lei divina, por isso Ele mesmo disse: "Não penseis que vim revo­gar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5.17,18).
Não poucas passagens do Antigo Testamento mostram a irritação divina diante do legalismo frio e morto dos judeus, apre­sentado através dos sacrifícios e sucessivas cerimônias feitas com o propósito de satisfazer a letra da Lei. Quanto mais tempo passa­va, mais imperfeito se manifestava o homem que buscava a perfei­ção através da prática da Lei. Porém, veio Jesus Cristo, o enviado de Deus, para cumprir a Lei em nosso lugar, o que fez coroando-a pelo ato da sua morte na cruz.

1.1. Jesus Violou o Sábado
Segundo a Bíblia, Jesus teve o seu nascimento prometido se­gundo a Lei (Dt 18.15); nasceu sob a Lei (Gl 4.4); foi circuncidado segundo a Lei (Lc 2.21); foi apresentado no templo segundo a Lei (Lc 2.22); ofereceu sacrifício no templo segundo a Lei (Lc 2.24); foi odiado segundo a Lei (Jo 15.25); foi morto segundo a Lei (Jo 19.7); viveu, morreu e ressuscitou segundo a Lei (Lc 24.44,46).
Apesar de Jesus haver cumprido toda a Lei, a respeito dEle se lê: "E os judeus perseguiam a Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas Ele lhes disse: Meu pai trabalha até agora, e eu traba­lho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus" (Jo 5.16-18). (ênfase minha)
Observe que assim como para os judeus era inadmissível Je­sus ser Filho de Deus enquanto violava o sábado, para o Adventismo é igualmente impossível admitir que os evangélicos sejam filhos de Deus enquanto guardam o domingo, em substi­tuição ao sábado.

1.2. A Abolição do Sábado
Acusado pelos judeus de violar o sábado, Jesus afirmou que "... o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é Senhor também do sábado" (Mc 2.27,28).
Com estas palavras, Jesus defende o princípio moral do quar­to mandamento do Decálogo, condenando abertamente o cerimonialismo, e revela a sua autoridade divina sobre o sábado, para cumpri-lo, aboli-lo ou mudá-lo. O sentimento moral é a ne­cessidade de se descansar um dia por semana, valendo, para esse fim, qualquer deles.
Sobre esta questão, escreveu o apóstolo Paulo: "Um faz dife­rença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distin­gue entre dia e dia, para o Senhor o faz" (Rm 14.5,6).

1.3- Por que o Domingo?
Dentre outras razões da substituição do sábado pelo domingo, como dia semanal de repouso para a Igreja, destacam-se as se­guintes:
• Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16.9).
• O primeiro dia da semana foi o dia especial das manifesta­ções de Cristo ressuscitado. Manifestou-se cinco vezes no primei­ro domingo e outra vez no domingo seguinte (Lc 24.13,33-36; Jo 20.13-19,26).
• O Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes, um dia de domingo (Lv 23.15,16,21; At 2.1-4).
• Os cristãos dos tempos apostólicos costumavam reunir-se aos domingos para celebrar a Santa Ceia do Senhor, pregar, e se­parar suas ofertas para o Senhor (At 20.7; 1 Co 16.1,2).
Ainda sobre o domingo como dia de festa semanal da Igreja, veja o que escreveram os seguintes Pais da Igreja:
• Barnabé: "De maneira que nós observamos o domingo com regozijo, o dia em que Jesus ressuscitou dos mortos".
• Justino Mártir: "Mas o domingo é o dia em que todos te­mos nossa reunião comum, porque é o primeiro dia da semana, e Jesus Cristo, nosso Salvador, neste mesmo dia ressuscitou da mor­te".
• Inácio: "Todo aquele que ama a Cristo, celebra o Dia do Senhor, consagrado à ressurreição de Cristo como o principal de todos os dias, não guardando os sábados, mas vivendo de acordo com o Dia do Senhor, no qual nossa vida se levantou outra vez por meio dele e de sua morte. Que todo amigo de Cristo guarde o dia do Senhor!"
• Dionísio de Corinto: "Hoje observamos o dia santo do Se­nhor, em que lemos sua carta".
• Vitorino: "No Dia do Senhor acudimos para tomar nosso pão com ações de graça, para que não se creia que observamos o sábado com os judeus, o qual Cristo mesmo, o Senhor do sábado, aboliu em seu corpo".
Escreve o apóstolo Paulo: "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, por­que tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo. Ninguém se faça árbitro contra vós ou­tros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado sem motivo algum na sua mente carnal, e não retendo a Cabeça, da qual todo corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus" (Cl 2.16-19).

II. DOUTRINAS PECULIARES DO ADVENTISMO
Além da guarda do sábado, o Adventismo do Sétimo Dia di­verge dos evangélicos em outros três assuntos de capital impor­tância. São eles: o estado da alma após a morte, o destino final dos ímpios e de Satanás, e a obra da expiação.

2.1. O Estado da Alma Após a Morte
O Adventismo ensina que após a morte do corpo a alma é reduzida ao estado de silêncio, de inatividade e de inteira in-consciência, isto é, entre a morte e a ressurreição, os mortos dor­mem.
Este ensino contradiz vários textos das Escrituras, dentre os quais destacam-se Lucas 16.22-30 e Apocalipse 6.9,10.
O primeiro texto registra a história do rico e Lázaro logo após a morte, e mostra que o rico, estando no inferno,
a. levantou os olhos e viu Lázaro no seio de Abraão (v.23);
b. clamou por misericórdia (v.24);
c. teve sede (v.24);
d. sentiu-se atormentado (v.24);
e. rogou em favor dos seus irmãos (v.27);
f. ainda tinha seus irmãos em lembrança (v.28);
g. persistiu em rogar a favor dos seus entes queridos (v.30).

Já o texto de Apocalipse 6.9,10 trata da abertura do quinto selo, quando João viu debaixo do altar "as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam".

Segundo o registro de João, elas
a. clamavam com grande voz (v.10);
b. inquiriram o Senhor (v.10);
c. reconheceram a soberania do Senhor (v.10);
d. lembravam-se de acontecimentos da Terra (v.10);
e. clamavam por vingança divina contra os ímpios (v. 10).
As expressões dormir ou sono usadas na Bíblia para tipificar a morte falam da indiferença dos mortos para com os acontecimen­tos normais da Terra e nunca para com aquilo que faz parte do ambiente onde estão as almas desencarnadas. Assim como o sub­consciente continua ativo enquanto o corpo dorme, a alma do ho­mem não cessa sua atividade quando o corpo morre.
A palavra de Cristo na cruz ao ladrão arrependido: "Em ver­dade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lc 23.43), é uma prova da consciência da alma imediatamente após a morte.
No momento da transfiguração de Cristo, Moisés não estava inconsciente e silencioso enquanto falava com Cristo sobre a sua morte iminente (Mt 17.1-6).

2.2. O Destino Final dos Ímpios e Satanás
Spicer, um dos mais lidos escritores adventistas, escreve: "O ensino positivo da Sagrada Escritura é que o pecado e os pecado­res serão exterminados para não mais existirem. Haverá de novo um Universo limpo, quando estiver terminada a grande controvér­sia entre Cristo e Satanás". É evidente que este ensino entra em contradição com as seguintes passagens: Daniel 12.2; Mateus 25.46; João 5.29 e Apocalipse 20.10.
Daniel 12.2 e Mateus 25.46 estão de acordo ao afirmar que:
a. Os justos ressuscitarão para a vida e gozo eternos;
b. Os ímpios ressuscitarão para vergonha e horror igualmente eternos.
Aqui, "vergonha e horror eterno" não significa destruição ou aniquilamento. Estas palavras falam do estado de separação entre Deus e o ímpio após a sua morte. Se for certo que o ímpio será destruído, por que então terá ele de ressuscitar e depois ser lança­do no Lago de Fogo? (Mt 25.41). Apocalipse 14.10,11 diz que os adoradores do Anticristo serão atormentados "e a fumaça de seu tormento sobe pelos séculos dos séculos". Isto não é aniquilamen­to. Quanto à pessoa de Satanás, Apocalipse 20.10 diz que ele, o Anticristo e o Falso Profeta, "serão atormentados no Lago de Fogo pelos séculos dos séculos", para sempre. Isto não é aniquilamento.

2.3. A Doutrina da Expiação
Segundo o Adventismo do Sétimo Dia, a doutrina da expiação é explicada partindo do seguinte raciocínio:
a. Em 1844, Cristo começou a purificação do santuário celestial.
b. O céu é a réplica do santuário típico sobre a Terra, com dois compartimentos: o lugar santo e o santo dos santos.
c. No primeiro compartimento do santuário celestial, Cristo intercedeu durante dezoito séculos (do ano 33 ao ano 1844), em prol dos pecadores penitentes, "entretanto seus pecados permane­ciam ainda no livro de registros".
d. A expiação de Cristo permanecera inacabada, pois havia ainda uma tarefa a ser realizada, a saber: a remoção de pecados do santuário no céu.
e. A doutrina do santuário levou o Adventismo do Sétimo Dia finalmente a declarar: "Nós discordamos da opinião de que a ex­piação foi efetuada na cruz, conforme geralmente se admite".
Este ensino não pode manter-se de pé, primeiramente porque foi concebido por uma pessoa (a senhora White) de exagerado fanatismo e de muitas visões da carne; e segundo, porque é incoe­rente com o tratamento do assunto nas Escrituras. A Bíblia ensina que:
a. A obra expiatória de Cristo é perfeita (Hb 7.27; 10.12,14).
b. A salvação do crente é perfeita e imediata (Jo 5.24; 8.36; Rm8.1; 1 Jo 1.7)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Sofrimento do Justo

"Por que o justo mesmo estando sobre a proteção de Deus sofre tribulação?"

O que devemos analisar de imediato é que a lei da semeadura e da colheita está em pleno vigor. A Palavra de Deus preceitua que tudo quanto o homem semear, isso também ceifará. Não raro, sofremos apenas a conse­qüência de nossa imperícia.
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Todavia, existem casos que desafiam e anulam essa justificativa. Então, surgem as perguntas: "Por que sofre o justo?"; "Por que o cristão, protegido pelo amor de Deus, padece tribulações?"; "Por que o ím­pio, que amaldiçoa e escarnece da divinda­de parece vencer e prosperar em todas as coisas?; "Como explicar que alguém no vértice de sua comunhão, com Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, se veja de repente soterrado pela adversida­de, pela tragédia e pela destruição?"
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Estas perguntas não são novas. Foram sempre a arma maliciosa e cruel que os céticos e materialistas usaram, e ainda usam, para ridicularizar e pôr em dúvida a confiança e a firmeza dos fiéis, ao se encon­trarem falidos e desamparados. Estas per­guntas têm sido um dilema insolúvel até mesmo para os religiosos mais sinceros de todos os tempos. Nos dias de Jesus, após a realização de uma cura, indagaram-lhe os seus discípulos: "Mestre quem pecou para que este homem nascesse cego, ele ou seus pais?"
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Ainda hoje prevalecem essas conjectu­ras. "Sofremos porque nossos pais pecaram" - dizem uns. "Sofremos - argumen­tam outros - porque nós mesmos pecamos em tempos remotos; pagamos dívidas anti­gas, a fim de evoluirmos espiritualmente." Pergunta-se então ao próprio Cristo: "Terá o sofrimento caráter tão-somente negati­vo?" Eis a resposta do Mestre Divino: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso aconteceu para que se revelasse a glória de Deus". E para que coisa mais positiva do que revelar-se a glória de Deus entre os ho­mens? O grande enigma do sofrimento dos jus­tos é-nos impossível decifrar.
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A par destas difíceis perguntas, há ain­da quebra-cabeças como "Por que o Céu, sendo um lugar onde não entra pecado, foi justamente o berço da iniqüidade, com a rebelião de Lúcifer?", ou dilemas semelhantes a "Como podia Deus ser eterno, em termos absolutos e ao mesmo tempo deixar-se subjugar pela morte no Calvá­rio?", ou ainda, "Como Deus, sendo um Deus de amor, permite um filho seu morrer incinerado num desastre aéreo, em plena viagem missionária?", são segredos que talvez nunca conseguiremos perscrutar nesta vida.
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Entretanto, como a questão do sofri­mento dos justos afeta decididamente o nosso dia-a-dia, rogamos a Deus que, pelo poder do seu Espírito Santo, rasgue novas perspectivas e descortine novos horizontes na compreensão e no entendimento do amigo leitor, a fim de que vislumbre, bem mais e melhor, as razões por que Deus per­mite a provação.
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De fato, temos de convir, quer queira­mos ou não, que Deus não procede, em geral, e também neste caso, como nós gos­taríamos que Ele agisse. Não é assim no mundo material, nem no espiritual. Os ter­remotos e os tufões não são os seus meios ordinários, mas extraordinários. A razão por que Deus permite certas coisas, encon­tra-se além das nossas conjeturas. Contu­do, poderemos estudar suas obras na natu­reza, e acharemos que concordam com as obras da sua providência: Mt 6.25-32. "Deus tem a eternidade perante si", diz um teólogo, e "pode esperar". O seu tempo não é limitado como o do homem, que, se tem alguma coisa a fazer, quer fa­zê-lo logo, pois a noite vem. Porém, não é assim com Deus: Ele opera, em nosso pen­sar, deliberada, segura e irresistivelmente.
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Não devemos contar os anos de Deus como contaríamos os poucos dias a nós re­servados: "Não retarda o Senhor a sua pro­messa como alguns entendem". O nosso fraco alcance, a profundidade do infinito e a sua extensão, lembram que os juízos de Deus são muito profundos. Aprendamos, portanto, que quando Deus trabalha, nin­guém pode impedir; contudo, Ele trabalha como o eterno Deus: Jo 13.7.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Refutando a Seita chamada: Espiritismo

O ESPIRITISMO E AS SUAS CRENÇAS
Já dissemos que as duas principais estacas de sustentação do espiritismo são o dogma da reencarnação e a alegada possibilida­de de os vivos se comunicarem com os espíritos dos mortos. Mas a doutrina espiritista é muito mais que isto, como é mostrado a seguir.
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1. Complexo Doutrinário
O conjunto de doutrinas do espiritismo é grande e complexo. Na verdade constitui-se num esquema de negação de toda a doutrina bíblica cristã. Veja, por exemplo, o que crê o espiritismo acerca dos seguintes temas da doutrina cristã.
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1. Deus
"Abrogamos a idéia de um Deus pessoal" (The Physical Phenomena in Spiritualism Revealed).
"Deve-se entender que existem tantos deuses quantas são as mentes que necessitam de um deus para adorar; não apenas um, dois, ou três, mas muitos" (The Banner of Light, 03.02.1866).
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2. Cristo
"Qual é o sentido da palavra Cristo! Não é, como se supõe geralmente, o Filho do Criador de todas as coisas? Qualquer ser justo e perfeito é Cristo" (Spiritual Telegraph, nº 37).
"Não obstante, parece que todo o testemunho recebido dos espíritos avançados mostra apenas que Cristo era um médium e um reformador da Judéia, e que agora é um espírito avançado na sexta esfera" (Palavras do Dr. Weisse, citado por Hanson, em Demonology or Spiritualism).
"Cristo foi um homem bom, mas não poderia ter sido divino, exceto no sentido, talvez em que todos somos divinos" (Mensa­gem por um "espírito", citado por Raupert em Spiritist Phenomena and Their Interpretatiorí).
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3. A Expiação
"A doutrina ortodoxa da Expiação é um remanescente dos maiores absurdos dos tempos primitivos, e é imoral desde o âma­go... A razão dessa doutrina é que o homem nasce neste mundo como pecador perdido, arruinado, merecedor do inferno. Que mentira ultrajante!... — Porventura o sangue não ferve de indig­nação ante tal doutrina?" (Médium and Daybreak).
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4. A Queda
"Nunca houve qualquer evidência de uma queda do homem" (A. Conan Doyle).
"Precisamos rejeitar o conceito de criaturas caídas. Pela queda deve-se entender a descida do espírito à matéria" (The True Light).
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5. O Inferno
"Posso dizer que o inferno é eliminado totalmente, como há muito tem sido eliminado do pensamento de todo homem sensato. Essa idéia odiosa, tão blasfema em relação ao Criador, originou-se do exagero de frases orientais, e talvez tenha tido sua utilidade em uma era brutal, quando os homens eram assustados com cha­mas, como as feras são espantadas pelos viajantes" (A. Conan Doyle, em Outlines of Spiritualism).
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6. A Igreja
"Passo a passo avançou a Igreja Cristã, e ao fazê-lo, passo a passo a tocha do espiritismo foi retrocedendo, até que quase não se podia mais perceber uma fagulha brilhante em meio às trevas espessas... Por mais de mil e oitocentos anos a chamada Igreja Cristã se tem imposto entre os mortais e os espíritos, barrando toda oportunidade de progresso e desenvolvimento. Atualmente, ela se ergue como completa barreira ao progresso humano, como já fazia há mil e oitocentos anos" (Mmd and Matter, 08.05.1880).
"Se o Cristianismo sobreviver, o espiritismo deve morrer; e se o espiritismo tiver de sobreviver, o Cristianismo deve desaparecer. São a antítese um do outro..." (Mmd and Matter, junho de 1880).
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7. A Bíblia
"Asseverar que ela [a Bíblia] é um livro santo e divino, e que Deus inspirou os seus escritores para tornar conhecida a vontade divina, é um grosseiro ultraje e um logro para com o público" (Outlines of Spiritualism).
"Gostamos pouco de discutir baseados na Bíblia, porque, além de a conhecermos mal, encontramos nela, misturados com os mais santos e sábios ensinamentos, os mais descabidos e inaceitáveis absurdos" (Carlos lmbassahy, O Espiritismo Analisado).
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REFUTAÇÃO BÍBLICA DESSAS AFIRMAÇÕES ERRADAS
A Bíblia Sagrada, a espada do Espírito Santo, lança a doutrina espiritista por terra, e declara em alto e bom som, que:
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1. Deus
a. é um ser pessoal (Jo 17.3; SI 116.1,2; Gn 6.6; Ap 3.19);
b. é um ser único (Dt 6.4; Is 45.5,18; 1 Tm 1.17; Jd 25).
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2. Jesus Cristo
a. foi superior aos homens (Hb 7.26);
b. é apresentado na Bíblia como profeta, sacerdote e rei, e nunca como médium (At 3.19-24; Hb 7.26,27; Fp 2.9-11).
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3. A Expiação
a. foi um ato voluntário de Cristo (Tt 2.14);
b. é alcançada como conseqüência da fé (At 10.43);
c. é adquirida pelo sangue de Cristo, segundo a riqueza da sua graça (Ef 1.7).
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4. A Queda
a. sobreveio como conseqüência da desobediência de Adão (Rm 5.12,15,19);
b. decorreu da tentação do diabo (Gn 3.1-5; 1 Tm 2.14).
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5. O Inferno
a. foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41);
b. fica embaixo (Pv 15.24; Lc 10.15);
c. será a habitação final e eterna dos perversos (SI 9.7; Mt 25.41).
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6. A Igreja
a. foi fundada por Jesus Cristo (Mt 16.18);
b. jamais será vencida (Mt 16.18);
c. é guardada pelo Senhor (Ap 3.10).
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7. A Bíblia
a. é a Palavra de Deus (2 Sm 22.31; SI 12.6; Jr 1.12);
b. foi escrita sob inspiração divina (1 Pe 2.20,21);
c. é absolutamente digna de confiança (SI 111.7);
d. é descrita como pura (SI 19.8), espiritual (Rm 7.14), santa, justa e boa (Rm 7.12), ilimitada (SI 119.96), perfeita (SI 19.7, Rm 12.2), verdadeira (SI 119.142), não pesada (1 Jo 5.3).
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Disse Henrique Heine, o famoso poeta lírico alemão: "Depois de haver passado tantos e tantos longos anos de mi­nha vida e correr as tabernas da filosofia, depois de me haver en­tregue a todas as politiquices do espírito e ter participado de todos os sistemas possíveis, sem neles encontrar satisfação, ajoelho-me diante da Bíblia".

 
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