segunda-feira, 14 de julho de 2008

Morte e Hades

"Na parábola de Lucas 16.23, diz que o rico foi para o 'Hades' e Lázaro para o 'Seio de Abraão'. Gostaria de saber onde se si­tuava um e outro lugar."
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Em primeira instância podemos decla­rar que é impossível situar a localização geográfica destes dois lugares, por se tratar da habitação dos espíritos. Todavia, apresentaremos a posição bíblica analisando ambos, dentro do parâmetro contextual divino "além-túmulo".
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Primeiramente, a palavra "hades", no Novo Testamento, é a transliteração do vocábulo grego "Hades", expressão essa usada para indicar o lugar dos espíritos que se foram daqui, isto é, o submundo. Eqüivale ao termo "sheol".
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Na tradução septuaginta ou LXX, ha­des é a tradução constante do termo hebraico "sheol". Essa dimensão é pintada como lugar que consiste de duas divisões, a saber: uma para os ímpios e outra para os justos. A divisão para os justos também é denominada nos escritos judaicos de "Seio de Abraão" por conotar um lugar de des­canso e tranqüilidade. Equivale dizer que Jesus empregou os termos hebraicos nesta passagem. Assim, tanto faz dizer "Seio de Abraão" (termo hebraico), como "Paraí­so" (termo grego), porque ambos são aná­logos.
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O Paraíso foi arrebatado desde as par­tes inferiores da terra para um lugar situa­do perto do trono de Deus. Esta mudança produziu-se durante a ascensão de Cristo. Esta afirmativa está em concordância com as palavras de Paulo em Efésios 4.8-10, nas quais se refere à descida aos lugares mais baixos da terra, realizada por Cristo, que, na sua subida, "levou cativo o cativeiro". Os mortos em Cristo estão ausentes do cor­po e presentes com o Senhor: 2 Co 5.3. Paulo foi "arrebatado ao Paraíso" indica que o Paraíso foi mudado de lugar. O após­tolo desejava partir e estar com Cristo. Os que morreram em seus pecados estão nas regiões inferiores e somente depois do Mi­lênio eles ressuscitarão (Jo 5.29), a fim de comparecerem diante do Trono Branco, onde serão julgados e receberão a condena­ção eterna, sendo lançados na "Geena", isto é, no lago de fogo ardente, preparado para o Diabo e seus anjos.
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Em segundo lugar concluímos que:
__• A alma sobrevive à morte física.
__• A alma, mesmo depois da morte, con­tinua dotada de consciência, memória e razão.
__• Os justos entrarão em um estado infi­nitamente melhor do que este que ora vivem.
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Finalmente, fazemos nossas as pala­vras do profeta Malaquias: "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus, e o que não o serve", Ml 3.18.
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ALMEIDA, de Abraão et al. A Bíblia Responde. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1983.

terça-feira, 8 de julho de 2008

O Soluço de Um Bilhão de Almas

Diz-se que Martinho Lutero tinha um amigo íntimo, cujo nome era Miconio. Ao ver Lutero sentado dias a fio trabalhando no serviço do Mestre, Miconio ficou penaliza­do e disse-lhe: "Posso ajudar mais onde estou; permanece­rei aqui orando enquanto tu perseveras incansavelmente na luta." Miconio orou dias seguidos por Martinho. Mas enquanto perseverava em oração, começou a sentir o peso da própria culpa. Certa noite sonhou com o Salvador, que lhe mostrou as mãos e os pés. Mostrou-lhe também a fonte na qual o purificara de todo o pecado. "Segue-me!" disse-lhe o Senhor, levando-o para um alto monte de onde apon­tou para o nascente. Miconio viu uma planície que se es­tendia até o longínquo horizonte. Essa vasta planície esta­va coberta de ovelhas, de muitos milhares de ovelhas brancas. Somente havia um homem, Martinho Lutero, que se esforçava para apascentar a todas. Então o Salvador disse a Miconio que olhasse para o poente; olhou e viu vas­tos campos de trigo brancos para a ceifa. O único ceifador,que lidava para segá-los, estava quase exausto, contudo persistia na sua tarefa. Nessa altura, Miconio reconheceu o solitário ceifeiro, seu bom amigo, Martinho Lutero! Ao despertar do sono, tomou esta resolução: "Não posso ficar aqui orando enquanto Martinho se afadiga na obra do Se­nhor. As ovelhas devem ser pastoreadas; os campos têm de ser ceifados. Eis-me aqui, Senhor; envia-me a mim!" Foi assim que Miconio saiu para compartilhar do labor de seu fiel amigo.
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Jesus nos chama para trabalhar e orar. É de joelhos que a Igreja de Cristo avança. Foi Lionel Fletcher quem escre­veu: "Todos os grandes ganhadores de almas através dos sé­culos foram homens e mulheres incansáveis na oração. Co­nheço como homens de oração quase todos os pregadores de êxito da geração atual, tanto como os da geração próxi­ma passada, e sei que, igualmente, foram homens de in­tensa oração".
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"Certo evangelista tocou-me profundamente a alma quando eu era ainda jovem repórter dum diário. Esse evangelista estava hospedado em casa de um pastor pres­biteriano. Bati à porta e pedi para falar com o evangelista. O pastor, com voz trêmula e com o rosto iluminado por estranha luz, respondeu: "Nunca se hospedou um homem como ele em nossa ca­sa. Não sei quando ele dorme. Se entro no seu quarto du­rante a noite para saber se precisa de alguma coisa, encon­tro-o orando. Vi-o entrar no templo cedo de manhã e não voltou para as refeições.
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Fui à igreja... Entrei furtivamente para não perturbá-lo. Achei-o sem paletó e sem colarinho. Estava caído de bruços diante do púlpito. Ouvi a sua voz como que agoni­zante e comovente instando com Deus em favor daquela cidade de garimpeiros, para que dirigisse almas ao Salva­dor. Tinha orado toda a noite; tinha orado e jejuado o dia inteiro.
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Aproximei-me furtivamente do lugar onde ele orava prostrado, ajoelhei-me e pus a mão sobre seu ombro. O suor caía-lhe pelo corpo. Ele nunca me tinha visto, mas fi­tou-me por um momento e então rogou: 'Ore comigo, irmão! Não posso viver se esta cidade não se chegar a Deus.' Pregara ali vinte dias sem haver conversões. Ajoelhei-me ao seu lado e oramos juntos. Nunca ouvira alguém insistir tanto como ele. Voltei de lá assombrado, humilhado e es­tremecendo.
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"Aquela noite assisti ao culto no grande templo onde ele pregou. Ninguém sabia que ele não comera durante o dia inteiro, que não dormira durante a noite anterior. Mas, ao levantar-se para pregar, ouvi diversos ouvintes dizerem: 'A luz do seu rosto não é da terra!' E não era mesmo. Ele era conceituado instrutor bíblico, mas não tinha o dom de pregar. Porém, nessa noite, enquanto pregava, o auditório inteiro foi tomado pelo poder de Deus. Foi a primeira gran­de colheita de almas que presenciei."
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Há muitas testemunhas oculares do fato de Deus conti­nuar a responder às orações como no tempo de Lutero, Edwards e Judson. Transcrevemos aqui o seguinte comentá­rio publicado em certo jornal: "A irmã Dabney é uma crente humilde que se dedica a orar... Seu marido, pastor de uma grande igreja, foi cha­mado para abrir a obra em um subúrbio habitado por pobres. No primeiro culto não havia nenhum ouvinte: so­mente ele e ela assistiram. Ficaram desenganados. Era um campo dificílimo: o povo não era somente pobre, mas de­pravado também. A irmã Dabney viu que não havia espe­rança a não ser clamar ao Senhor, e resolveu dedicar-se persistentemente à oração. Fez um voto a Deus que, se Ele atraísse os pecadores aos cultos e os salvasse, ela se entre­garia à oração e jejuaria três dias e três noites, no templo, todas as semanas, durante um período de três anos.
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"Logo, que essa esposa de um pastor angustiado come­çou a orar, sozinha, no salão de cultos, Deus começou a operar, enviando pecadores, a ponto de o salão ficar super­lotado de ouvintes. Seu marido pediu que orasse ao Senhor e pedisse um salão maior. Deus moveu o coração de um co­merciante para desocupar o prédio fronteiro ao salão, cedendo-o para os cultos. Continuou a orar e a jejuar três ve­zes por semana, e aconteceu que o salão maior também não comportava os auditórios. Seu marido rogou-lhe nova­mente que orasse e pedisse um edifício onde todos quantos desejassem assistir aos cultos pudessem entrar. Ela orou e Deus lhes deu um grande templo situado na rua principal desse subúrbio. No novo templo, também a assistência au­mentou a ponto de muitos dos ouvintes serem obrigados a assistir às pregações de pé, na rua. Muitos foram libertos do pecado e batizados."
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Quando os crentes sentem dores em oração, é que re­nascem almas. "Aqueles que semeiam em lágrimas, com júbilo ceifarão."
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"O soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e comove o coração; esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao menos em parte, as densas trevas, a extrema miséria e o indescritível desespero desses mil mi­lhões de almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o amor do Mestre, amor profundo como o mar; contempla o horripi­lante espetáculo do desespero dos povos perdidos, até não poderes censurar, até não poderes descansar, até não pode­res dormir."
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Sentindo as necessidades dos homens que perecem sem Cristo, foi que Carlos Inwood escreveu o que lemos acima, e é por essa razão que se abrasa a alma dos heróis da igreja de Cristo através dos séculos.
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Na campanha de Piemonte, Napoleão dirigiu-se aos seus soldados com as seguintes palavras: "Ganhastes san­grentas batalhas, sem canhões, atravessastes caudalosos rios sem pontes, marchastes incríveis distâncias descalços, acampastes inúmeras vezes sem coisa alguma para comer, tudo graças à vossa audaciosa perseverança! Mas, guerrei­ros, é como se não tivéssemos feito coisa alguma, pois resta ainda muito para alcançarmos!"
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Guerreiros da causa santa, nós podemos dizer o mes­mo: é como se não tivéssemos feito coisa alguma. A auda­ciosa perseverança é-nos ainda indispensável; há mais al­mas para salvar atualmente do que no tempo de Müller, de Livingstone, de Paton, de Spurgeon e de Moody.

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"Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!" (1 Coríntios 9.16). Não podemos tapar os ouvidos espirituais para não ou­vir o choro e os suspiros de mais de um bilhão de almas na terra que não conhecem o caminho para o lar celestial.
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BOYER, Orlando. Heróis da Fé, Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo. 15ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Levantamento das Últimas Catástrofes Mundiais

Disse Jesus: "Haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu." Lucas 21:1. Confira abaixo algumas notícias recentes sobre terremotos:
Apesar de tudo, ainda nos deparamos com pessoas céticas, que mais parecem viver isoladas deste mundo e que ignoram as profecias bíblicas. Não há razões para dúvidas. A volta de Cristo está próxima.

Retirado do site:
http://shoppingospel.blogspot.com/

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Carta do Inferno

Embora muitos pensem que o céu e, principalmente, o inferno são apenas contos, estão muito enganados. Assim como a Terra é real, estes dois locais também são.

O Céu: local daqueles que negaram o pecado e a sua própria vontade para servir ao Senhor, local de alegria e paz na presença do Senhor, lá "Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" (Apocalipse 21.4).

O Inferno: lugar daqueles que preferiram viver a vida de qualquer forma e rejeitaram obedecer a Palavra de Deus. Este é um local de tormento, prantos, sofrimento eterno "preparado para o diabo e seus anjos" (Mateus 25.41).

HOMENS E MULHERES DE DEUS GANHEM VIDAS PARA JESUS A QUALQUER CUSTO!!!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

12ª Viagem Missionária - Itabi-SE - 24.05.08

Louvado seja o nome do Senhor pela realização da 12ª Viagem Missionária. O município privilegiado pela presença do Grupo de Missões ÉChegadaHora, no dia 24.05.08, foi Itabi, sertão de Sergipe, a 135km de Aracaju.
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A Igreja local sendo liderada pelo Pr. Sandoval nos presentou com uma recepção calorosa, fazendo-nos sentir em nossa própria casa. Muitos irmãos (jovens, adolescentes, obreiros) deram-nos o prazer de estar conosco durante toda a programação naquele dia.
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Começamos os preparativos através de um período de oração, após a mesma, apresentamo-nos uns aos outros, dividimos as equipes e áreas para a evangelização e logo fomos ao campo missionária, pois centenas de vidas sedentas estavam nos esperar, quer nas ruas, quer nas casas, em bares, resumindo em todos locais possíveis.
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Graças ao Senhor pudemos, somente pela manhã, alcançar uma boa parte do município, porém não todo. Por isso, tivemos a necessidade de retornarmos à tarde para evangelizarmos os locais que restaram. Em seguida nos reunimos na Praça do Comércio para realizarmos o culto ao ar livre.
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Vocês podem ver nas imagens que um bom número de pessoas se ajuntaram a nós para louvarmos a Deus, ao nosso redor muitas pessoas pararam seus afazeres para poder prestar atenção à Palavra do Senhor. E assim, Deus usou cada um daqueles que ali estavam para transmitr a Sua palavra e convencer os pecadores pelo Seu Espírito santo.
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Não estava em nossos planos, porém sim, nos planos divinos, continuarmos até o culto á noite. Uma glória tremenda desceu sobre aquela igreja no culto à noite e pudemos sentir uma alegria profunda em nossa alma pelo que o Jesus realizou. Por final, o Senhor nos presentou com 4 pessoas aceitando a Jesus como seu Senhor e Salvador.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Predestinação - Conforme a Bíblia

A partir desta matéria, iniciaremos uma série de matérias com temas, geralmente, duvidosos e costumeiramente discutidos entre aqueles que se preocupam com suas vidas espirituais. Faremos uma reflexãoa sobre temas, como: A Predestinação, A Arca de Noé, A Bênção do Dízimo, A Cor Negra, A Origem da Palavra Lucifer, A Oração de Josué e inúmeros outros assuntos polêmicos que nos rodeiam. Traremos a verdade através da Palavra de Deus. Aproveite bem a leitura!

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"Na sua onisciência, Deus predestina­ria um número exato de pessoas para ser condenado e outro para descansar eternamente? Teria cada homem seu destino traçado?". Acreditamos que Deus, na sua onis­ciência, por meio de leis científicas e matemáticas, sabe quantos vão vencer a bata­lha da fé e terminar triunfantes na eterna glória, porém, isso nada tem a ver com a predestinação fatalista: Jo 17.5.
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No que tange à predestinação, ela se baseia, em essência, no "conhecimento anterior" de Deus, no sentido de que o seu "amor eterno" e preocupação e interesse pelos crentes é que está em foco. Aqueles sobre quem fixou seu coração de antemão, portanto, são aqueles que se tornaram o alvo de seu decreto determinador.
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Esse decreto determinador não é um mero pronunciamento judicial, mas é, sem dúvida, acompanhado por um poder orien­tador e criador, através do Espírito Santo, que garante o cumprimento do propósito de Deus. O grande alvo da predestinação é a chamada dos crentes dentro do tempo, e o resultado de ambas as coisas é a transfor­mação do crente segundo a imagem de Cristo, tanto moral (no que tange à partici­pação do crente na própria santidade de Deus, tal como Cristo dela participa), como metafísica (no que convence a natu­reza essencial de Cristo).
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Não existe, portanto, predestinação para a condenação. Por exemplo: O caso do endurecimento do coração de Faraó, por dez vezes consecutivas, a Bíblia diz que ele mesmo se endureceu contra a ordem de Deus (Êx 7.13; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 13.15; 14.22), e dez vezes lemos que Deus o endu­receu: Êx 4.21; 7.3; 9.12; 10.20,27; 11.10; 14.4,8,17.
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Theodoret assim explica o caso: "O sol, pelo seu calor, torna a cera mole e o barro duro, endurecendo um, amolecendo outro, produzindo pela mesma ação resultados contrários. Assim a longanimidade de Deus faz bem a alguns e mal a outros; al­guns são amolecidos e outros endurecidos". Contudo, cremos que esse amolecimento ou esse endurecimento vêm daquilo que o homem apresenta a Deus: um coração contrito, ou orgulhoso.
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Deus não endurece o coração de um in­divíduo, necessariamente com uma inter­venção sobrenatural; o endurecimento pode ser produzido pelas experiências nor­mais da vida, operando através dos princí­pios e do caráter da natureza humana, que são determinados por Ele. Esta verdade é profundamente hebraica. Um exemplo se­melhante desta forma hebraica de pensa­mento encontra-se em Marcos 4.12, onde Jesus apresenta sua razão para ensinar a verdade sob a forma de parábola.
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Em outras palavras, apesar de a Bíblia declarar que Deus predestina para a vida, para a transformação segundo a imagem de Cristo e para a santidade, isso não quer dizer que Ele predestine algumas pessoas para a condenação conforme os teólogos calvinistas mais radicais têm imaginado. Deus predestina segundo a sua presciência: 1 Pe 1.2.
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As Escrituras denominam tão-somente os crentes de eleitos, chamados, escolhidos e predestinados, mas sempre relacionados com a sua posição em Cristo, como as varas na videira. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17); "Todo aquele que crer em Jesus, e pela fé permanece nele tem a vida eterna e não entrará em condenação", Jo 15; Rm 8.28-30.
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O fatalismo e a predestinação absoluta nunca fizeram parte da doutrina e tradição apostólica, e são comuns às seitas heréti­cas que se consideram favoritas da divin­dade e responsáveis pelo desinteresse, frus­tração e miséria de muitos indivíduos, po­vos e igrejas.
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Analisando a idéia do destino na lin­guagem popular, vemos que significa uma forma sobrenatural, indomável e irresistí­vel, da qual não podemos fugir e que limita a nossa liberdade e vontade. Por ser uma maneira muito cômoda de pensar e de agir, é ela perfilhada por várias religiões e filosofias (fatalismo) e até por confissões religiosas (predestinação abso­luta), mas sem base no ensino das Sagra­das Escrituras.
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Desde épocas imemoriais o homem tem tido o hábito de acumular na lembrança, através da sua agitada existência, peque­nos fracassos, desventuras e fatalidades, e com elas construiu um monstro a que deu o nome de "destino", que compreende como uma determinação imutável, esquecendo as inúmeras bênçãos, vantagens e vitórias alcançadas sobre a adversidade.
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Sendo o destino o fim para que tende qualquer ação, o lugar a que se dirige a pessoa ou objetivo em causa, está ele sujei­to às leis espirituais e materiais que regem o universo. Assim, a vida é composta de bons e maus sucessos, em conformidade com o tempo, o local, o ambiente, a experiência e a atitude do indivíduo em relação a esses elementos. Cada homem tem, pois, que procurar, na prática de uma boa consciên­cia, o caminho da verdade e do dever, sejam quais forem as conseqüências da sua determinação.
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Está escrito na Bíblia que só Deus é realmente bom, não pode ser melhor do que é visto ser a personificação do Amor: Lc 18.19; 1 Jo 4.8. Como pessoa livre, per­feita e justa, criou o homem à Sua imagem e tornou-se o alvo de toda a dedicação: Gn 1.26,27; Sl 8. Como podia Deus fazer acep­ção dentre as suas criaturas e determinar-lhes destinos diferentes, senão aqueles que eles próprios como seres livres e feitos a se­melhança da mesma divindade, desejarem de "motu próprio" trilhar? Rm 2.11-16; 10.12-17.
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Deus não apenas seria imperfeito, mas também a encarnação da matéria e malda­de, se nos induzisse a acreditar no Evangelho para nossa salvação, quando afinal já determinara que nos havíamos de perder ou salvar. Portanto, nenhum homem, grupo ou organização tem privilégios diante de Deus, a não ser aquele que aceita Jesus como Salvador. Porque Deus não faz acep­ção de pessoas, e muito menos predetermi­na, para certos grupos, um juízo, um desti­no cruel na eternidade. Sobre o assunto a Bíblia diz: "Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio mas em que o ímpio se converta do seu ca­minho, e viva: convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?" (Ez 33.11a) "Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais" (Jr 29.11).

ALMEIDA, de Abraão et al. A Bíblia Responde. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1983.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O Último Folheto

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito.
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O menino se agasalhou e disse: "Ok, papai, estou pronto".
E seu pai perguntou: "Pronto para quê?"
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
Seu pai respondeu: -'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou: -'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'
Seu pai respondeu: -'Filho, eu não vou sair nesse frio. '
Triste, o menino perguntou: -'Pai, eu posso ir? Por favor!'
Seu pai hesitou por um momento e depois disse: -'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '
-'Obrigado, pai!'
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Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
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Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente: -'O que eu posso fazer por você, meu filho?'
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Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse: -'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS TE AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.' Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse: -'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
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Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou: - 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?' Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
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- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver. Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou.
Eu pensei: -'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte.
Eu pensei: -'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '
Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
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Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim: -'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS TE AMA MUITO. ' Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!
que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '
Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.
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Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho... Exceto um. Este PAI também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o Céu gritou louvores e honra ao Rei, o PAI assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo Nome.

 
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