sábado, 15 de março de 2008

William Seymour e o Avivamento na Rua Azuza

Foi em Indianápolis que Seymour se converteu, em uma Igreja Metodista. Logo, entretanto, ele se uniu ao movimento da Igreja de Deus Reformada em Anderson, Indiana. Naquele tempo o grupo era chamado de "Os santos da Luz do Alvorecer". Enquanto estava com aquele grupo de santidade, ele foi separado e chamado para ser um pregador. Em Cincinnati, Ohio, depois de um surto quase fatal de varíola, Seymour se rendeu à chamada ministerial. A varíola o deixou cego de um olho e com marcas na face, e, pelo resto de sua vida ele usou uma barba para esconder aquelas marcas.
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Em 1905, Seymour estava em Houston, Texas, quando ouviu a mensagem pentecostal pela primeira vez. Ele se matriculou na Escola Bíblica dirigida por Charles F. Parham. Parham, foi o fundador do movimento de Fé Apostólica, e é o pai do reavivamento Pentecostal/carismático moderno. Na Escola Bíblica de Topeka, Kansas, seus seguidores tinha recebido o batismo no Espírito Santo com a evidência bíblica de falar em outras línguas. Por causa das leis de segregação racial da época, Seymour foi forçado a se assentar no corredor, do lado de fora da sala de aula. O humilde servo de Deus suportou a injustiça com graça. Seymour deve ter sido um homem de um aguçado intelecto. Em poucas semanas ele se tornou bastante familiarizado com os ensinos de Parham, que observou que ele também podia ensinar. Entretanto, não recebera o batismo com o Espírito Santo com a evidência de falar em línguas.
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Parham e Seymour dirigiram, juntos, reuniões em Houston, com Seymour pregando para auditórios negros enquanto Parham pregava para grupos de brancos. Parham tinha planos de usar Seymour para espalhar a mensagem da Fé Apostólica para os afro-americanos do Texas. Neely Terry , uma convidada de Los Ângeles, encontrou com Seymour quando ele pregava numa Igreja regular pastoreada por Lucy Farrar. Esta, era empregada da família de Parham no Kansas. Quando Terry retornou à Los Ângeles, ela persuadiu a pequena Igreja de Santidade que freqüentava a convidar Seymour para ir até sua Igreja para uma reunião. Sua pastora, Julia Huthinson, oficializou o convite.Seymour chegou a Los Ângeles em fevereiro de 1906.
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Seus primeiros esforços para pregar a mensagem pentecostal foram impedidos e ele foi expulso porta à fora daquela igreja. A liderança tinha suspeitas da doutrina de Seymour, estavam especialmente convencidos de que ele pregava sobre uma coisa que ainda não tinha recebido.
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Mudando para a casa de Edward Lee, um zelador de um banco local, o bispo Seymour começou a ministrar a um grupo de oração que estava se reunindo regularmente na casa de Richard e Ruth Asbery, na Rua Bonnie Brae, 214. Asberry também tinha um emprego de zelador. A maioria dos adoradores eram afro-americanos, com algumas visitas ocasionais de brancos. Assim que o grupo foi buscando a Deus por reavivamento, sua fome se intensificou.
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Finalmente, em 19 de abril, Lee foi batizado no Espírito Santo com a evidência de falar em outras línguas. Quando as novas de seu batismo foram contadas aos verdadeiros crentes da Rua Bonnie Brae, um poderoso derramamento se seguiu. Muitos receberam o Batismo do Espírito Santo como um reavimento pentecostal chegado à Costa Oeste. Aquela tarde poderia ser descrita assim: gente caindo pelo assoalho parecendo insconscientes, outras clamavam e corriam pela casa. Uma vizinha, Jennie Evans Moore, tocou piano sem nunca ter tocado antes.
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Nos poucos dias de continuo derramamento, centenas se ajuntaram. As ruas ficaram cheias e Seymour pregava do alpendre dos Asbery. Em 12 de abril, três dias depois do derramamento inicial, Seymour recebeu seu próprio batismo de poder.Rapidamente, deixando o lar dos Asbery, o bispo procurou um local para uma igreja. Eles encontraram um prédio de uma missão na Rua Azuza nº 312.
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A missão tinha sido construída para ser uma Igreja Metodista Episcopal Africana, mas quando os planos foram abandonados, o santuário do andar de cima foi transformado em apartamentos. Um incêndio destruiu um lance do teto e ele foi refeito um flat de 40 x 60 com a aparência de uma caixa quadrada. O porão inacabado com um teto baixo e um chão sujo, era usado como armazem e estábulo.
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Esse porão veio a ser o local da Missão da Fé Apostólica. uma mistura de cadeiras e pranchas de madeira foram arranjadas para os assentos e oração. Duas caixas cobertas por um tecido barato se transformaram em um púlpito. foi deste humilde local, que a verdade pentecostal se espalhou para o mundo.Visitantes vieram tanto de perto quanto de longe para participar do grande avivamento na Missão da Fé Apostólica da Rua Azuza, 312 em Los Ângeles, Califórnia.
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Em 17 de abril, o jornal Los Angeles Daly Times enviou um reporter ao local do reavivamento. Em seu artigo ele malhou a reunião e o pastor chamando os frequentadores de "uma nova seita de fanáticos", de Seymor disse: um velho exortador. Ele zombou das línguas estranhas : Uma esquisita babel de línguas ".
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Mais importante do que suas críticas,foi o tempo providencial da sua visita. O artigo foi publicado no mesmo dia do grande terremoto de São Francisco. Californianos daquela região foram pegos de surpresa e com grande temor achavam que o reavivamento era o cumprimento das profecias do dia do Grande Juízo Final.Imediatamente, Frank Bartleman, um evangelista intinerante, publicou um folheto sobre o terremoto. Milhares de folhetos, sobre o cumprimento das profecias, foram distribuidos. Logo, multidões se apertaram na Rua Azuza. Um recepcionista disse que mais de mil pessoas lotavam a propriedade. Centenas enchiam o pequeno prédio. outros assistiam do lado de fora, entupindo aquela rua suja.
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Com a ajuda de um estenógrafo e um editor, a Missão começou a publicar um jornal, "A Fé Apostólica". Os Sermões de Seymour eram transcritos e impressos junto com as novidades sobre reuniões de muitos missionários que estavam sendo enviados. Os escritos literalmente espalharam a mensagem Pentecostal através do Globo. Circularam mais de 50.000.
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Cultos eram dirigidos três vezes ao dia: às 10:00, à tarde e às 19:00h. Eles freqüentemente permaneciam juntos o dia inteiro até o fim do último culto. Este programa continuou sete dias por semana, por mais de três anos. Era muito comum o perdido ser salvo, o doente curado, o endemoninhado liberto,e quem buscava saía batizado com o Espírito Santo na mesma reunião. Muitos dos pioneiros do movimento Pentecostal receberam o Santo batismo adorando nas pranchas de casca de madeira no altar da Rua Azuza.
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Em 28 de setembro de 1922, com 52 anos de idade, teve dores no peito e falta de ar. Embora o médico fosse chamado, o peregrino foi estar com o Senhor na Cidade Celestial.

sábado, 8 de março de 2008

Um Pequeno Passo...Um Passo de Gigante

Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos (Romanos 5.12,19)
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Às três horas e cinquenta e seis minutos do dia 21 de julho de 1969, Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, pronuncia a célebre frase: "Um pequeno passo para o homem... um passo de gigante para a humanidade".
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No começo da história da humanidade, nosso antepassado comum, Adão, também deu um passo decisivo. Um fruto comido contra a vontade do Senhor, o que é? Um pequeno passo? Para a humanidade foi um passo de gigante! Nenhum ato feito neste mundo iguala-se a este em gravidade.
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Com Adão, a humanidade perdeu a inocência, rompeu relações com Deus e caiu em desgraça. Ao desobedecer, Adão perdeu a sua dignidade; tornou-se pecador; o domínio do mal sobre ele contaminou sua natureza, espalhando-se de geração a geração.
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Outro homem deu um primeiro passo. Jesus Cristo andou na Terra para demonstrar o amor divino. Na cruz do Calvário, Ele assumiu toda a nossa miséria diante de Deus: a natureza herdada de Adão e os pecados dos quais somos culpados. Jesus, o único Justo, deu sua vida pelos injustos.
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O "pequeno passo" de Adão fez de nós pecadores destinados à condenação divina. O "passo" de Jesus Cristo abriu para nós um "novo e vivo caminho" que nos reconduz à presença do Pai.

segunda-feira, 3 de março de 2008

O Semeador Saiu a Semear

Eis que o semeador saiu a semear.
E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Escutai vós, pois, a parábola do semeador.
Ouvindo alguém a Palavra do Reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.
O que foi semeado em pedregais é o que ouve a Palavra, e logo a recebe com alegria;
Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da Palavra, logo se ofende;
E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a Palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a Palavra, e fica infrutífera;
Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a Palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta. (Mateus 13.3-9;18-23)
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Qual tipo de terreno você tem sido diante de Deus?
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Será que você tem ouvido a Palavra do Senhor e não quer entendê-la, fazendo com que o inimigo venha contra ti e tire a preciosa Palavra do Senhor do seu coração?
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Será que você um dia esteve alegre quando ouviu a voz do Senhor, porém depois não perseverou em buscá-lO e então vindo as angústias e as perseguições logo foi arrancado da presença de Deus?
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Será que ouviu a pregação do Evangelho aceitou a Jesus, até cresceu um pouco, contudo não vigiou e cedeu à tentação do inimigo e aos cuidados deste mundo e, assim a Palavra ficou infrutífera?
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Ou, por fim, será que ouviu a Palavra de Deus acreditou, aceitou a Jesus, busca-O de todo o coração e vigia, a fim de que as seduções desta vida não te atinjam?
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Lembre-se disto, a SEMENTE é a MESMA para todos os tipos de terra! O TIPO do TERRENO quem faz é VOCÊ e não Deus!
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Tenho ainda uma notícia maravilhosa, se você já foi ou é ainda o terreno no meio do caminho ou entre pedregais ou entre espinhos, você pode tornar-se uma TERRA FÉRTIL para o Senhor. Basta humilhar-se perante Ele, pedir perdão e buscá-lO de todo o coração.
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E buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes com todo o vosso coração (Jeremias 29.13)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Quem é JESUS?


Para a justiça, Jesus é o Sacrifício Perfeito.
Para o cego, Jesus é Luz.
Para o faminto, Jesus é o Pão.
Para o sedento, Jesus é a Fonte.
Para o morto, Jesus é a Vida.
Para o enfermo Jesus é a Cura.
Para a indagação, Jesus é a Resposta.
Para a ciência, Jesus é o Conhecimento.
Para o prisioneiro, Jesus é a Liberdade.
Para o solitário, Jesus é o Companheiro.
Para o mentiroso, Jesus é a Verdade.
Para o viajante, Jesus é o Caminho.
Para o visitante, Jesus é a Porta.
Para o sábio, Jesus é a Sabedoria.
Para a medicina, Jesus é o Médico dos médicos.
Para o réu, Jesus é o Advogado.
Para o advogado, Jesus é o Juiz.
Para o Juiz, Jesus é a Justiça.
Para o cansado, Jesus é o Alívio.
Para o medroso, Jesus é a Coragem.
Para o agricultor, Jesus é a Árvore que dá fruto.
Para o pedreiro, Jesus é a Pedra Principal.
Para o jardineiro, Jesus é a Rosa de Saron.
Para o floricultor Jesus é o Lírio dos Vales.
Para o tristonho, Jesus é a Alegria.
Para o leitor, Jesus é a Palavra.
Para o pobre, Jesus é o Tesouro.
Para o devedor, Jesus é o Perdão.
Para o aluno, Jesus é o Professor.
Para o professor, Jesus é o Mestre.
Para o fraco, Jesus é a Força.
Para o forte, Jesus é o Vigor.
Para o inquilino, Jesus é a Morada.
Para o incrédulo, Jesus é a Prova.
Para o fugitivo, Jesus é o Esconderijo.
Para o obstinado, Jesus é o Conselheiro.
Para o navegante, Jesus é o Capitão.
Para o soldado, Jesus é o General.
Para a ovelha, Jesus é o Bom Pastor.
Para o problemático, Jesus é a Solução.
Para o holocausto, Jesus é o Cordeiro.
Para o sábado, Jesus é o Senhor.
Para o mundo, Jesus é o Salvador.
Para Judas, Jesus é Inocente.
Para os demônios, Jesus é o Santo de Deus.
Para Deus, Jesus é o Filho Amado.
Para o tempo, Jesus é o Relógio de Deus.
Para o relógio, Jesus é a Última Hora.
Para Israel, Jesus é o Messias.
Para as nações, Jesus é o Desejado.
Para a Igreja, Jesus é o Noivo Amado.
Para o vencedor, Jesus é a Coroa.
Para a gramática, Jesus é o Verbo.
Para quem deseja, Jesus será em sua vida tudo isto que está escrito acima.

E para você, quem é Jesus?
"Caso você não saiba, Jesus quer ser o Senhor e Salvador da sua preciosa vida!"

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Despertamento do Espírito


Despertamento, avivamento e reavivamento são palavras típicas na vida de uma igreja que deseja crescer, tanto em qualidade quanto em quantidade. Entretanto, nos parecem palavras desgastadas no vocabulário evangélico, especialmente, entre os pentecostais. Independente de serem movimentos “carismáticos” ou “tradicionais”, as igrejas desejam que o Espírito Santo atue nos parâmetros da Palavra de Deus.

A tipologia bíblica é rica em nos oferecer figuras representativas da ação do Espírito Santo, especialmente, as figuras do Antigo Testamento, as quais servem de sombra para a realidade espiritual dos tempos modernos da vida igreja de Jesus Cristo .

Entre os tipos interessantes do Antigo Testamento destaca-se a visão profética revelada ao profeta Zacarias no capitulo 4 nos primeiros quatorze versículos. Zacarias foi contemporâneo de Ageu, os quais proclamaram os propósitos de Deus como Senhor Todo-Poderoso sobre todas as coisas, e especialmente, sobre o seu povo. Zacarias declarou profeticamente que um dia o Senhor tomaria com firmeza a direção do governo do mundo e que seu povo O representaria. Entretanto, para que esta profecia se cumprisse literalmente, o povo deveria arrepender-se dos seus pecados e buscar a Deus ( 1.1-6). Levantaria do meio do povo homens ungidos para produzirem no coração do povo um novo sentimento de fé e compromisso com os propósitos divinos.

O despertamento da vida espiritual do povo era representado pela renovação do azeite ( a unção) no candelabro ( castiçal) que simbolizava a vida religiosa. Deparamos-nos com dois principais líderes do povo que estavam desmotivados. Josué, o sacerdote estava vestido com vestidos sujos e Zorobabel, o líder político do povo não tinha ânimo para reconstruir o templo. Esse fato estava acontecendo logo após a volta da Babilônia e ninguém tinha ânimo para fazer qualquer coisa que pudesse reconstruir a cidade, o templo e a vida religiosa de Israel. Deus, então, entra em ação e usa o seu profeta para mudar o estado das coisas negativas. Era uma letargia total que envolvia todo o povo. Porém, Deus resolveu intervir na situação e faz promessas de restauração.

Neste artigo não nos deteremos nos aspectos exegéticos que o texto requer, mas faremos dos mesmos uma tipologia com a realidade da igreja em nossos tempos modernos. É uma visão tipológica que se constitui num antítipo especial em relação à igreja, pois aquele candelabro simboliza, também, a igreja de Cristo ( Ap 1.10-13,20). O azeite do candelabro da visão de Zacarias precisava ser renovado e simbolizava a renovação do ESPÍRITO Santo na vida religiosa de Israel. Deus prometeu um novo azeite (unção) na vida de Israel para uma nova e límpida luz na sua vida espiritual.

O texto da profecia fala de um castiçal de ouro, fala de azeite dourado e fala de vasos para o azeite especial. Tudo isto, na verdade, tipifica a unção do Espírito na vida da igreja de Cristo na terra, nestes tempos de escassez espiritual. O grande destaque da visão é a provisão abundante do azeite operada pelo Espírito Santo. Essa provisão contínua para o candelabro ( castiçal) significa renovação, iluminação, energia, poder e autoridade espirituais. A maneira como Deus provê a sua igreja em nossos dias representa o “modus operandi” do seu Espírito na vida da igreja. À semelhança de Israel, hoje, o castiçal de Deus é a igreja e, para que a igreja tenha o brilho, a energia, o poder e a autoridade espiritual afim de cumprir o seu papel no mundo, ela precisa estar disposta a aceitar a ação livre do Espírito Santo. A igreja precisa, de fato, do azeite novo do Espírito.

A DIFERENÇA ENTRE O NOVO E O VELHO AZEITE

Tem havido controvérsias e discussões teológicas acerca da expressão “nova unção”, principalmente, porque alguns grupos carismáticos adotaram a expressão com conceituações defeituosas em relação a esta doutrina. O rompimento de alguns hábitos da liturgia tradicional dificulta a compreensão da nova unção, a qual, de nova só tem o nome, mas é tão antiga quanto sempre foi, porque a fonte é a mesma e nunca envelhece. O que envelhece não é a unção ativa e dinâmica do Espírito, mas é a falta do derramamento dela na vida da igreja e dos crentes em particular. Há os que declaram que não existe uma nova unção, e sim a velha unção que precisa ser preservada. O que existe é uma forma errada de compreensão do assunto, principalmente, por aqueles que querem bitolar e cercear a liberdade do Espírito para a sua livre operação. A preocupação com o “novo” tem sido um bloqueio espiritual da mente de alguns lideres para a ação dinâmica do Espírito Santo na vida do povo de Deus. Precisamos entender que aquilo que é novo da parte de Deus não fere a sua Palavra. Pelo contrário, o nosso Deus é Deus de coisas novas. Ele não precisa ser renovado, mas nda mesma fonte. O que é inaceitável quanto ao que é novo é a manipulação humana com as operações do Espírito Santo. As invencionices e manifestações emocionais provocadas por pregadores os quais sem escrúpulo algum atribuem ao Espírito Santo coisas estranhas. Porém, uma nova unção em nada difere da idéia de renovação, porque qualquer coisa nova cuja fonte não venha da Bíblia deve ser rejeitada e condenada como desvio doutrinário. Porém, o fato de ser diferente daquilo que estamos acostumados a ver, não se constitui heresia, mas devemos analisar a experiência nos parâmetros da Palavra de Deus. Através da historia do povo de Deus na Bíblia sempre houve grandes despertamentos espirituais.

Quando se perde o poder do Espírito; quando se perde a capacidade de reagir contra o pecado; quando se perde a autoridade espiritual sobre os demônios; quando se perde a unção que potencializa nossas atividades na obra de Deus e, quando se perde a unção que energisa nosso testemunho diante do mundo, então, inevitavelmente, precisamos dessa nova unção! A falta de unção para fazer a obra de Deus faz com que igrejas e cristãos a façam confiados apenas em habilidades humanas. O risco que corremos hoje é o de sermos ministerialmente bem treinados e intelectualmente bem preparados, mas nos faltar poder espiritual para fazermos a obra de Deus. Esse poder é a unção que precisamos e ela será nova à medida que fazemos a obra de Deus. Não renegamos, nem abolimos a preparação humana para realizar a obra de Deus, mas para realizá-la com eficácia, precisamos dessa unção que dinamiza e possibilita a realização de sinais e prodígios (Mr 16.15-20; Lc 24.49; At 1.8).

REMEMORANDO A HISTORIA - Zc 1.1-3

Rememorar a historia significa trazê-la à realidade atual. Neste texto bíblico, rememorar a historia significa levantar o diagnostico das causas da necessidade espiritual do povo de Deus. É como ir ao médico para que ele faça um diagnostico do estado de saúde do paciente, mediante alguma dor ou dificuldade que esteja sentindo. Ao diagnosticar as causas do mal, o médico procurará prevenir as causas com algum medicamento, ou seja, a causa da dor.

A visão do capitulo 4 de Zacarias e a sua tipologia especial indica esse diagnostico que o Senhor, Médico do seu povo, faz e diz o que fará para a cura. No ano 519 a.C. aproximadamente, o povo havia voltado do seu exílio da Babilônia. Ao voltar para a sua terra se defrontou com enormes dificuldades. Havia oposição dos povos visinhos. Não havia recursos materiais para a restauração econômica. Os líderes do povo, tanto no campo político quanto no religioso eram incompetentes para resolverem os problemas que afloravam de ordem moral, material e espiritual. Seus dois principais líderes, Zorobabel e Josué estavam desmotivados e sem forças para agir. O desejo de reconstruir o templo destruído era enorme, mas não havia motivação alguma. O nível espiritual do povo havia descido a níveis baixíssimos. Não havia esperança no coração do povo e o pessimismo havia tomado conta dos corações e mentes.

Foi em meio a estado caótico da vida de Israel que Deus entrou em ação! A visão veio em meio a esse turbilhão de problemas. Quando os recursos próprios são poucos e pequenos, Deus entra em ação! Foi nesse estado de coisas que Deus enviou o seu anjo para falar com o profeta Zacarias e torná-lo o canal da sua voz aos líderes e a todo o povo de Israel, pois o Senhor de Israel, o nosso Deus Todo-Poderoso é aquele que se apresenta na vida do seu povo como Jeová-Jireh, “aquele que provê todas as coisas”.

A VISÃO DO CASTIÇAL DE OURO

O texto diz: “E me disse: Que vês? E eu disse: Olho e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no cimo, com suas sete lâmpadas; e cada lâmpada posta no cimo e sete canudos para as sete lâmpadas” ( Zc 4.2). Ora, entre os materiais da liturgia hebréia , o castiçal era uma peça única de ouro que fazia parte dos serviços sacerdotais. Esse castiçal tinha ao todo sete lâmpadas as quais serviam para iluminar o ambiente fechado e escuro do Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, espaços que simbolizavam a vida espiritual de Israel, onde os sacerdotes ministravam. Por ser o símbolo de maior relevância da vida religiosa de Israel , Deus resolveu mostrar o estado espiritual do seu povo mediante um castiçal apagado, sem nenhuma luz e esquecido.

Típico da ação divina, Deus toma os dois principais lideres do povo, Zorobabel e Josué, e mesmo estando tão fragilizados, eles seriam renovados e despertados em seus ânimos. A figura do castiçal sujo, esquecido e apagado, com seu pavio velho e endurecido sem a menor condição de produzir alguma luz, o Senhor estava pronto para renovar esse pavio, limpar o castiçal e prover um novo azeite para que Israel voltasse brilhar a luz de Deus perante o mundo. A lição simples que aprendemos é que , às vezes, o pavio da nossa vida espiritual torna-se incapaz de canalisar qualquer luz. O pavio é um ingrediente, um elemento material que fica entre o fogo e o azeite. A função do pavio é o de veicular o óleo para a centelha de fogo. Se o mesmo estiver seco e duro não absorverá o óleo e poderá apenas queimar e chamuscar o castiçal. O que Deus queria mostrar a Zacarias era que Josué e Zorobabel podiam ser fracos e incapazes de reagir como um pavio de lamparina, mas o Senhor poderia renová-los e enbebê-los com um novo óleo e inflamá-los para se tornarem uma grande luz. Na óptica de Deus, a igreja é um castiçal que foi feito pelo Senhor para produzir uma grande luz para o mundo que precisa ser provido com um novo óleo dourado, limpo e forte. Creio que o azeite velho e endurecido das experiências passadas precisa ser renovado. É lamentável quando percebemos no atual momento a igreja buscando luzes estranhas com combustíveis não produzidos pelo Espírito Santo. Muito do óleo velho que está aí nada tem a ver com o óleo sempre novo que vem da fonte inesgotável do Espírito Santo. Esse óleo velho é aquele azeite endurecido e petrificado daqueles que vivem das experiências passadas.

O MODUS OPERANDI DA UNÇÃO DO ESPIRITO

O texto de Zc 4.2,3,11,12 nos apresenta sete ingredientes especiais do “modus operandi” de Deus na restauração do seu povo. Esses ingredientes são: (1) castiçal de ouro (v.2); (2) um vaso de azeite (v.2); (3) sete lâmpadas (v.2); (4) sete canudos ( canais) para as sete lâmpadas (v.2); (5) duas oliveiras (vv.3,11); (6) o óleo dourado (v.12); (7) dois tubos de ouro (v.12). Deus toma esses sete ingredientes ligados ao castiçal para ilustrar e ensinar procedimentos quanto à unção espiritual . A visão era nítida na mente do profeta. Cada material ( ingrediente) tinha o seu significado tipológico. Cada objeto tinha o seu sentido espiritual. Na contextualização dessa visão encontramos outra visão dada a um profeta do Novo Testamento que era João, aquele que era discípulo do Mestre. Ele viu na visão de Patmos sete igrejas da Ásia e cada qual era representada por um castiçal. No “modus operandi” do Espírito Santo na igreja, Deus utiliza todos os meios possíveis para tornar a igreja capaz de iluminar o mundo com a sua luz. Luz e poder são elementos produzidos pelo castiçal. Assim como na visão de Zacarias ele viu “vasos de azeite” suprindo o castiçal , assim também o Espírito provê e supre a igreja com unção. Na visão de Zacarias, Josué e Zorobabel, lideres do povo foram dinamizados e se tornaram vasos de azeite para a vida espiritual de Israel, também, na igreja atual , Deus tem tomado vasos especiais, por cujos ministérios a igreja de Cristo tem sido suprida e provida de unção espiritual. Como esquecer de “vasos especiais” como foram Gunnar Vingren, Daniel Berg, Nels Nelson, Climaco Bueno Asa, Alcebíades Pereira Vasconcelos, Estevão Ângelo de Souza, Osmar Cabral, Bernadino da Silva, Paulo Macalão, John Peter Kolenda, Orlando Boyer e tantos outros que já passaram. Que dizer de outros vasos de azeite que Deus tem levantado em nossos dias que estão vivos e temos o seu testemunho?

Sem detalhar a importância de cada ingrediente dessa visão e o que eles representam no avivamento da igreja hoje, mas entendendo que o azeite dourado que estava no cimo do castiçal não dependia de qualquer esforço humano ou manipulação de homens, como se vê em nossos dias. Avivamentos pré-fabricados, enlatados das neo-teologias despidas de qualquer compromisso com os princípios bíblicos. É lamentável o surgimento de pessoas que querem mostrar uma falsa luz produzido, também, por um falso azeite. São os produtores de milagres e “unções” manipuladas como se o Espírito dependesse deles para operar na vida da igreja. As sete lâmpadas e os múltiplos tubos de recepção do azeite dourado indicam a plenitude e a multiplicidade das operações do Espírito Santo. O suprimento continuo do azeite das duas oliveiras não faltaria, pois o que Deus estava dizendo ao profeta era que a obra a ser feita não sofreria “solução de continuidade” . A igreja deve ser um instrumento de multiplicidade e diversidade de operações do ESPÍRITO Santo (1 Co 12.4-7). Assim como as “duas oliveiras” supriam o castiçal com azeite pelo ministério de Zorobabel e Josué , assim, também, Deus planta oliveiras no seio da igreja local, para , através de seus ministérios suprirem a igreja. Esse suprimento ministerial tem que ter o seu respaldo na Palavra. Não se pode inventar ministérios em detrimento daqueles que já existem como ministérios para a vida da igreja.

Na visão do castiçal o profeta viu que, das duas oliveiras o azeite produzido era canalizado através de “dois tubos de ouro” e esse “azeite “ era “azeite dourado”. Esse azeite dourado indica a fonte do mesmo, a sua procedência, que não vem de fontes comuns. Não é produzido pelo homem. É um azeite especial, isto é, uma unção especial sobre aqueles que se colocam como canais (“tubos de ouro”) para suprirem a igreja do Deus Vivo com poder e autoridade. Precisamos da unção que limpe e lubrifique os canais entupidos pelas preocupações , pelo desmazelo das coisas espirituais. Queremos uma unção capaz de desbloquear esses canais entupidos, de propiciar energia suficiente para a vida cristã atuante, de nos tornar aptos para a realização de sinais e prodígios em nome do Senhor!

Por: Pr. Elienai Cabral

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

8ª Viagem Missionária - Santo Amaro das Brotas-SE - 27.01.08

Agradecemos ao Senhor, pois Ele nos proporcionou mais uma Viagem Missionária com o Grupo de Missões ÉChegadaHora, sendo esta a nossa 8ª viagem. Neste mês de janeiro, fomos ao município de Santo Amaro das Brotas -SE.
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Inicialmente, nos deparamos com uma cidade maior do que esperávamos, mas logo fomos "ao campo" levar a Palavra do Mestre. Passamos o período da manhã evangelizando e fazendo o possível para alcançar a maior parte daquele lugar.
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À tarde, saímos rapidamente para evangelizarmos uma pequena parte próximo ao local de concentração do culto a ser realizado e logo depois nos reunimos para iniciarmos o culto ao ar livre.
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O Senhor realmente se fez presente naquela tarde, falando aos nossos e aos corações daqueles que o som estava alcançando...através dos louvores, das oportunidades e da mensagem final. Após o culto, como de costume, entregamos o material que normalmente levamos, como: Bíblias, CDs, DVDs, Estudos, Revistas e Cestas Básicas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Em Pauta a Religiosidade

Certa vez o Rev. Stanley Jones, missionário-evangelista da Igreja Metodista na Índia, definiu assim a religião: “A religião é a busca do homem com Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso há somente um Evangelho”. A frase do Rev. Stanley é pertinente se consideramos que consciente ou não, o homem busca a Deus para preencher o vazio da sua alma. Mas ele o faz à sua maneira – formas diversas e comumente erradas. Mas o Evangelho é Deus resgatando o homem por meio de Jesus, com a palavra da Verdade. Deus é único, e ímpar é a sua Palavra. Por isso, assim como só existe um Deus, também só existe um Evangelho. Muitos deuses e muitas promessas de salvação existem, contudo, só um pode libertar e salvar.

Nos últimos anos muito tem se falado a respeito da religiosidade e seus efeitos para o Corpo de Cristo. Conforme um estudo publicado pela Comunidade Carisma de Osasco (“Seitas e Heresias – O surgimento da religiosidade) “a palavra ‘religião’ vem do latim religio, que significa ‘religar’. O conceito implícito nesta palavra é o de uma tentativa do homem de ‘religar-se’ a Deus, reatando uma comunhão rompida. Esse sentimento ‘religioso’ é comum a todos os homens, não importando sua origem social ou geográfica”. Segundo ainda o estudo, “a religião surgiu no vácuo provocado pela ausência da comunhão autêntica com Deus. O homem foi feito para viver em comunhão com Deus, e na falta dessa comunhão ele experimenta, ainda que inconscientemente, um sentimento de profunda frustração. Esse anseio (e não o ‘medo do desconhecido’, como muitos sustentaram no passado) é que originou na humanidade a busca religiosa”, afirma o estudo.


Para uma melhor compreensão do que é ser uma pessoa religiosa, vamos fazer um paralelo entre o que é ser religioso e o que é ser um discípulo. Claro, sem o intuito de depreciar ou mesmo julgar a alguém, mas no sentido de melhor elucidar a questão.


Comumente uma pessoa religiosa busca fazer as coisas ou mesmo ir ao culto, para que o pastor ou os membros o perceba. Um religioso costuma criticar ou reclamar de tudo e de todos, principalmente dos líderes. Não consegue prestar atenção no culto. Levanta-se a todo instante com a desculpa que vai ao banheiro ou tomar água. Não consegue reconhecer as autoridades como vindas do Senhor. Distancia-se da igreja com facilidade, mas quando surge um passeio, uma festa ou um acampamento quer participar de qualquer jeito. O religioso não se importa com o propósito que Deus tem para a sua vida. Fala de Deus, mas não o conhece. Não é obediente, não aceita ser chamado atenção. Faz o que lhe acha ser conveniente. Apóia-se, muitas vezes, somente em profecias e naquilo que os outros falam. Muitos estão voltados para aquilo que o mundo pode oferecer, enquanto deveriam se preocupar com o que Deus pode oferecer.


o discípulo é aquele que se importa realmente com o que Deus quer. Tem Deus como centro de tudo. Procura fazer as coisas para Deus e não para o homem. Anda sempre na luz e busca viver em santidade. Obedece a Deus. É grato. Reconhece as autoridades delegadas pelo Senhor. Foge da aparência do mal. É ensinável e deseja viver de forma intensa o amor do Pai.


Talvez você, ao ler este texto, se viu como um discípulo, aquele que tem buscado fazer a vontade de Cristo. Porém, se você percebeu que tem agido como um religioso, aquele que não tem vivido e experimentando das bênçãos de Deus, peça para que o Senhor, hoje ainda, venha transformar a sua vida, para que você venha viver e usufruir cada promessa que Ele tem para você. Não viva de forma mecanizada, enxergando somente o superficial. Mas veja o que Deus tem para você, aprendendo a guardar cada ensinamento do Mestre.


Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve.” (Ml. 3.18.)


Ana Paula Costa
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